just me. mah's blog.

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eu, vazia agora, entre vãos e paredes. embrenhada na impressão causada por uma formação receptora pelo estímulo da alma, e que - por via aferente, rasgando em pedaços todos os meus mais sinceros sentimentos - é conduzida ao sistema nervoso central. malogrei-me de esperanças, sustentei-me sobre sonhos e propaguei tudo o que havia de bom em mim e, na 'voracidade' da luz, parti-me em pedaços. infundi, difundi, dissipei. e vi no chão narrações e fábulas do meu conjunto de funções psíquicas e dos estados de consciência que determinam o meu comportamento, mais uma vez. quis que fosse luz. e essa, de tão clara, me cegou os olhos, o coração e alma.



porque não existe alegria maior no mundo que você dormir e acordar com um anjo no colo. porque nada é mais divertido que brincar de massinha e inventar mil coisas. porque não tem dinheiro no mundo que pague o sorriso e o abraço dela quando eu vou buscá-la na escolinha. e semana que vem ela vai ter a festinha mais liunda do mundo de aniversário. xD

"existem palavras que não se descrevem e
sentimentos que não se traduzem."

podia compreender. tornar inteligível e claro o que é ambíguo e obscuro. dar razão às suas ações e palavras, satisfação, explicações. expressar seus mais sinceros sentimentos apenas num gesto. gritar para que eu possa ouvir, já que o coração se torna quase cego enquanto apaixonado. chega de palavras tortas e promessas vazias; meu ventre já está farto delas. deixar-se perder o amor é quase um crime. porque junto com ele perde-se a magia dos sorrisos tímidos, dos olhares inebriantes e dos doces sonhos, agora jogados ao vento como pétalas. despedaçadas.




bem-me-quer? mal-me-quer?
sempre me disseram que o melhor mentiroso é aquele que acredita na própria mentira.

não tente me entender, não enlouqueça. cresça, o mais alto que puder, e de lá me acene. não se ocupe tentando me impressionar, até porque, querendo ou não, só me impressiono com o que pressiona o botão - no hipotálamo. escale paredes, finja-se de tonto, lamba o chão que eu piso e depois me surpreenda, cuspindo na minha cara uma cereja rubi. não nasci ontem mas se eu morrer amanhã, irei contrariada, portanto, mantenha meu interesse ou parto no próximo ônibus com destino à Nova Ramada. enrubesça às vezes, nunca em público e, de vez em quando, me puxe pelo braço e me crave os dentes. encha minha boca de rosas e meu ventre de promessas, ou o contrário, a seu critério - que deve variar - pois enjôo fácil. não mate um leão por dia, mate um bicho novo a cada entardecer e me ofereça num banquete. me diga impropérios, palavrões e poemas - esses menos, para eu não me acostumar mal. anoiteça em meus cabelos e perca suas mãos pelos meus vãos. coragem. e antes e acima de qualquer coisa: nunca faça o que eu mando.



by morning, you'll be gone.